Amor-Próprio

Feb 13, 2015

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Por vezes tenho a sensação de que há pessoas desencontradas de si mesmas. Vivem a vida sem se conhecerem, andam sem se verem, ouvirem e sentirem a si próprias… Afinal de contas, que vida vivem estas pessoas? Não as suas, certamente…

Creio muitas vezes que me cabe a mim conhecê-las em primeira instância, senti-las, ouvi-las, entendê-las… Depois, quando for possível e após algum esforço, apresento-as a si mesmas, sempre com cautela e enfrentando o manifesto desagrado inicial.

Elas têm razão, na maioria da vezes não se sentem particularmente atraídas pela pessoa que lhes apresento e não veem qualquer futuro na relação. A minha visão, fé, persistência e quiçá experiência, fazem-me acreditar no contrário. Acho sempre que a versão delas próprias que lhes apresento é a companhia ideal para elas.

Justiça lhes seja feita, a vontade de melhorar aliada à confiança que em mim sentem fá-las respeitar a minha opinião. E depois, com maior ou menor número de argumentos, acabam por aceitar o que lhes proponho e iniciar uma relação sólida e comprometida com elas próprias.

A partir daí é apenas uma questão de tempo até que se apaixonem e dessa relação brote um grande amor que até então nunca haviam sentido: o Amor-próprio!

 



Categoria: Post

Ana Raquel Veloso

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Licenciada Comunicação
Pratictioner Program. Neurolinguística
Pós-Graduada Neuropsicologia Clínica


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