Não sei como falar com o meu filho!

Mar 08, 2017

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Por vezes não é fácil, no meio de mil tarefas familiares e profissionais, encontrar forma e/ou paciência para falar com os nossos filhos de forma positiva. No entanto, a forma como comunicamos com os nossos filhos, diz muito da relação que com eles criamos.

As crianças precisam de regras e limites para se orientarem no mundo. Mas o sucesso destas regras será tanto maior, quanto mais seguro e forte for o vínculo que criamos, nas nossas relações. A forma como comunicamos com os nossos filhos deve ser potenciadora de relações saudáveis, com base num vínculo saudável e seguro. Se eles “vestirem a camisola” do bem-estar familiar, a harmonia acontece.

A comunicação surge como instrumento facilitador e potenciador de relações empáticas e de respeito mútuo, permitindo por um lado, aumentar o autoconhecimento, mas por outro reforçar o vínculo, ajudando-nos a expressar de forma honesta, clara e empática, reconhecendo as nossas necessidades e a necessidade do outro.

Comunicar de forma empática e autêntica, não é evitar ou fugir do conflito, mas sim entender os conflitos como oportunidades para construir caminhos e soluções conjuntas. É compreender e expressar sentimentos, identificando necessidades, sem julgamento. É importante expressarmo-nos com respeito pois isso promove a vontade de cooperar.

Para melhorar a forma como comunicamos em família, precisamos de treino, paciência e vontade para fazer melhor. Se esta for a sua vontade, experimente:

- Desenvolver o seu vocabulário de sentimentos para que as suas palavras expressem o que sente e pretende. Isto permitirá também ao seu filho, aprender a dar nome ao que sente.

- Expresse a sua necessidade, neste caso aos seus filhos, em termo positivos, sem agressividade e de forma clara, demonstrando o que precisa, naquele momento.

- Não exija simplesmente. Peça. E o pedido deve ser concreto e específico. Se sentir necessidade, explique qual a importância do pedido, para si e para o bem-estar familiar.

Exemplo: Em vez de “quero que te cales quando falo” utilizar “preciso de calma e silêncio quando falo, podes calar-te por um bocadinho?

 

Experimente e verá que desta forma o ambiente familiar se torna  mais harmonioso e flui com mais facilidade, pois aumentamos a vontade de cooperar.

 



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Categoria: Nós & a Família

Sofia Cid

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Licenciada em Sociologia
Pós-graduada em Sociologia da Família
Pós-graduada em Educação e Parentalidade Positiva


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